A carteira consolidada da Prevcom rendeu 0,79% em agosto, superando a meta do período, de 0,05%. O patamar reduzido do objetivo de rentabilidade no mês decorre da deflação de 0,32% registrada pelo IPCA, uma vez que a referência corresponde à variação do índice acrescida de juros reais. O resultado foi favorecido, principalmente, pelas exposições em ativos atrelados ao CDI, que mantiveram desempenho consistente diante do cenário de juros ainda elevados.
Com a Selic em 14% ao ano, mesmo após o quarto corte consecutivo, os fundos indexados ao CDI, que representam 19,4% da carteira consolidada, renderam 1,10% no mês. Os fundos de renda fixa de gestão ativa, equivalentes a 7,1% da carteira, renderam 1%. Juntos, foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo.
Já os títulos públicos da carteira própria, que representam 24,87% da carteira e são majoritariamente NTN-B, renderam 0,57%. Os fundos indexados ao IPCA, equivalentes a 22,43%, apresentaram rentabilidade de 0,62%. Apesar do leve recuo das taxas de juros de longo prazo, esses investimentos tiveram a remuneração reduzida pela deflação, uma vez que sua atualização acompanha o IPCA.
O segmento de crédito privado, que representa 15,4% da carteira, apresentou rentabilidade de 1,15% no mês, acima do CDI. O resultado foi favorecido pelos juros elevados pagos pelos títulos e pela estabilidade dos prêmios de crédito, que seguem próximos das mínimas históricas.
Os investimentos em ações brasileiras, que representam 2,8% da carteira, apresentaram rentabilidade de -0,56% em agosto, em linha com o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, que recuou 0,33% no mês. O desempenho foi pressionado pela saída líquida de cerca de R$ 18,6 bilhões de investidores estrangeiros, a maior do ano.
Os investimentos no exterior deixaram de compor a carteira em agosto devido ao desempenho abaixo do esperado nos últimos anos em comparação com seus indicadores de referência: o índice de bolsas dos países desenvolvidos (MSCI World) e o índice de bolsas europeias (MSCI Europe). Os dois fundos que integravam a carteira foram integralmente resgatados, e os recursos foram alocados em títulos públicos pós-fixados (LFT).
Os fundos de participações e os fundos imobiliários representam, em conjunto, 6,7% da carteira e apresentaram rentabilidades de -0,11% e -1,57%, respectivamente, em agosto. Os fundos de participações investem em empresas de capital fechado ou aberto e são reavaliados periodicamente. Os fundos imobiliários acompanharam o movimento negativo do IFIX, que recuou 1,47% no mês.
Os empréstimos aos participantes, que representam 1,3% da carteira, apresentaram rentabilidade de 0,86% em agosto, também acima da meta do período, de 0,05%.













