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Diretora de Investimentos da Prevcom conta como foi julho de 2023

17/08/2023 05:23

Fran Nascimento tem MBA em Finanças pelo Insper e mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro. Saiba mais aqui .

A diretora de Investimentos da Prevcom, Fran Nascimento, traça o panorama de como os mercados se comportaram em julho de 2023.

O mês de julho foi marcado pelo otimismo dos mercados globais diante de tom mais brando dos principais bancos centrais, o norte-americano Federal Reserve System (FED) e o Banco Central Europeu (BCE).

Localmente, os agentes econômicos reagiram antecipadamente ao tão esperado início do ciclo de queda da taxa básica de juros e ao ambiente positivo decorrente do encaminhamento da reforma tributária ao Congresso Nacional. Os principais indicadores econômicos do país também surpreenderam positivamente e levaram o Ibovespa a mais um mês de alta de +3,26% no mês, +11,13% no acumulado do ano e +18,20% em 12 meses. O índice fechou em 121.943 pontos.

As bolsas internacionais também seguiram em alta, a Nasdaq acumulou ganho de 36,8% no ano e o S&P, 19,3%. O grande responsável pela forte alta foi o grupo de ações de tecnologia composto pelas “Ações Magnificent 7” (Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Nvidia, Tela e Meta Plataforms). Este bloco reúne as sete maiores empresas listadas nos Estados Unidos, consideradas pelos analistas como empresas de alto crescimento devido, em grande parte, à forte exposição ao setor de Inteligência Artificial IA em constante desenvolvimento.

No Brasil, revisões positivas de crescimento da economia, números de inflação apontando para desaceleração e perspectiva de aprovação da reforma tributária, considerada pelo mercado como muito positiva para o ambiente de negócio, levou o Comitê de Política Monetária (Copom) a aprovar, por 5 votos a 4, a redução de 0,50% na taxa básica de juros, que passou de 13,75% para 13,25%. Esse foi o primeiro corte de taxa básica de juros em três anos. A ata da reunião, sinalizou que a melhora do quadro inflacionário possibilitou o início do corte e, seguindo esse ritmo, novas reduções da mesma magnitude devem ocorrer de forma gradual.

Após a deflação de -0,08% em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,12% em julho, acumulando 3,99% em 12 meses e 2,99%, no ano. O indicador foi puxado principalmente pelo grupo de transportes, com destaque para os 4.75% da gasolina, que contribuíram com 0,23 p.p. na sua composição. Já os grupos alimentação, bebidas e habitação apresentaram peso negativo de -0,26 p.p.

Recomendação: Seguimos com posições conservadoras, mas acompanhando as oportunidades nos mercados de crédito e de ações. A preferência é concentrar investimentos em ativos de renda fixa, que acompanhem a taxa de juros, inflação (Imab-5) ou em produtos com estratégias de proteção.

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