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Diretora de Investimentos da Prevcom conta como foi agosto

29/09/2021 12:04

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Flavia Nazaré é formada em Administração, com mestrado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduação em Economia do Setor Financeiro. Saiba mais aqui .

A diretora de Investimentos da Prevcom, Flavia Nazaré, traça o panorama de como os mercados se comportaram em agosto.


Juros

O IPCA-15 fechou agosto em 0,89%, alta de 9,30% em 12 meses, a maior desde 2016 e acima da mediana do mercado. Foi uma surpresa negativa puxada, principalmente, por energia elétrica, combustível, alimentos e bebidas. Com isso, o mercado espera mais 1% de alta na Selic na próxima reunião do Copom, chegando a 6,25% a.a., e alguns economistas acreditam que possa aumentar até 1,25%. Já a arrecadação fiscal se saiu melhor do que o esperado: R$ 170 trilhões, enquanto a expectativa era de R$ 157 trilhões. Com isso, o tesouro tem liquidez para cobrir 9,5 meses de vencimentos. O CDI rendeu 0,36% em agosto.  

Câmbio

Quanto à condução da política monetária norte-americana, Jerome Powell consolidou, ante aos agentes de mercado, que a redução de compras de títulos do tesouro não implica diretamente em um ciclo de aumento de juros e por si só já seria o suficiente para controlar a inflação. Com isso, o dólar teve valorização de sua cesta de moedas, mas em relação ao real a moeda se desvalorizou -1,13%, encerrando agosto em R$ 5,15. No ano, a queda é de -0,88%, devido ao apaziguamento do mercado com relação à manutenção do teto de gastos por parte do governo. 

Bolsa

O Ibovespa alternou ganhos e perdas, apesar do forte indicativo de recuperação sólida na economia brasileira. Especificamente no último dia do mês, os investidores tiveram um movimento forte de venda, usando como pretexto notícias relativas às reformas em trâmite no congresso e especulações sobre a definição de valor e número de beneficiários do Bolsa Família. O índice Bovespa fechou julho com baixa de -3,94%, aos 121.800 pontos, mas ainda com alta de 2,34% no ano e 18,35% em 12 meses. No exterior, o S&P 500 encerrou o mês de julho com uma valorização acumulada de 2,27%, a 4.395,29 pontos, o sexto mês consecutivo de alta, mesmo depois de o PIB dos EUA ter crescido menos do que o previsto no segundo trimestre.

Em resumo:

O mercado investidor parece não acreditar na tração da inflação e em todos os fatores climáticos que têm causado frequentes movimentos altistas nas projeções da Selic até o fim do ano. Com aversão ao risco, os gestores da economia local parecem estar mais cautelosos para driblar uma Selic que rende juros reais negativos no ano de -3,41%. Agosto mostrou que, quando trata-se de investimentos no exterior, a diversificação tem se mostrado importante, mesmo quando expõe o investidor a uma variação cambial negativa. 

Continuaremos acompanhando: 

_ Impacto das economias mundiais na nossa economia; 
_ Potencial de termos uma crise hídrica e seus efeitos; 
_ Processo de contenção do processo inflacionário;
_ Condução da política monetária; 
_ Índices de como se recupera a atividade econômica; 
_ Andamento das reformas estruturantes;
_ Expectativa do mercado ante ao ciclo eleitoral de 2022. 

 

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